História
O interesse pela linguagem data da antiguidade clássica. Tal interesse se apresenta, na Grécia, no interior da filosofia, que se viu levada a estudar a estrutura do enunciado para poder tratar do juízo. Isto levou Platão a estabelecer a primeira classificação das palavras de que se tem conhecimento. Para ele as palavras podem ser nomes e verbos. Depois dele Aristóteles considerou uma outra classificação das palavras: nomes, verbos e partículas. Se aqui temos a primeira divisão da cadeia de sinais linguísticos pelo reconhecimento de uma diferença de categoria entre palavras, estamos diante de uma posição que toma como interesse a relação da linguagem com o conhecimento. A divisão entre nomes e verbos procura descrever a estrutura do juízo, que deve falar de como é o mundo.
Ao lado dos estudos filosóficos, também na Grécia, desenvolveram-se os estudos retóricos e gramaticais. A Gramática pode ser considerada como elemento de uma das primeiras revoluções tecnológicas da história do Homem.
A gramática constitui-se na história como uma instrumentação das línguas que, enquanto arte (no sentido latino) ou técnica (no sentido grego), considera a gramática “um manual com regras de bom uso da língua”, isto é, trata-se de um compêndio com normas para falar e escrever corretamente .
Conceito
O termo "Gramática" é usado em acepções distintas, referindo-se quer ao manual onde as regras de regulação e uso da língua estão explicitadas, quer ao saber que os falantes têm interiorizado acerca da sua língua materna.
Costuma-se classificar a Gramática em partes "autónomas, porém harmónicas entre si", afim de facilitar o seu estudo.
Uma classificação mais antiga (não significa incorreta...) estipula as -seguintes partes:
• Fonética;
• Morfologia;
• Sintaxe; e
• Tópicos especiais (elementos de etimologia, versificação, história etc.).
Uma classificação mais atual, comporta:
• Comunicação e expressão;
• Fonética;
• Morfologia;
• Sintaxe;
• Etimologia;
• Semântica;
• Literatura;
• Lógica.
Os 3 principais tipos de gramática são:
Gramática normativa/tradicional
Chama-se gramática normativa a gramática que busca ditar, ou prescrever, as regras gramaticais de uma língua, posicionando as suas prescrições como a única "forma correta" de realização da língua, categorizando as outras formas possíveis como "erradas". A gramática hoje denominada tradicional propõe-se a sistematizar as regras de uma língua e, por meio delas, ensinar essa língua aos falantes que já a dominam.Uma das falhas apontadas para a gramática tradicional é a sistematização dos fatos lingüísticos dissociados do uso concreto da língua. Ao ignorá-lo, outros aspectos também passam a ser desconsiderados:
1) As diferenças entre as modalidades oral e escrita;
2) A influência do contexto em condicionar o uso das variedades dialetais;
3) A interferência do ‘tempo’ no processo evolutivo da língua.
Gramática descritiva
Uma gramática descritiva é, em primeiro lugar, a DESCRIÇÃO de uma LÍNGUA da forma como ela é encontrada em amostras da fala e da escrita (em CORPUS do material e/ou extraídas dos FALANTES NATIVOS). Na tradição mais antiga, a abordagem“descritiva” se opunha à abordagem PRESCRITIVA de alguns gramáticos, que tentavam estabelecer REGRAS para o uso social ou ESTILISTICAMENTE correto da língua (Crystal, 2000:129).
Gramática internalizada
“O conjunto das regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança mão ao falar” (Travaglia,2001:28). Segundo suas próprias palavras, a gramática pode ser definida como um “conhecimento implícito sobre o que constitui a língua materna e como ela funciona” (apud Johnson & Johnson, 1998).Perini, por exemplo, além de considerar a gramática um conhecimento internalizado da língua, utiliza o termo para designar uma área de conhecimento,bem como para se referir ao conjunto de regras. É o tipo de conhecimento que o falente tem em si desde quando aprende a falar , podendo ser definido como um conhecimento implícito , que se aprende de acordo com o meio em que se vive.
A aquisição da linguagem pela criança é inconsciente, ela faz uma verificação de hipóteses, do que ouve e as falhas são apagadas e as hipóteses corretas são arquivadas em sua mente.A partir da gramática internalizada na criança ela esta apta para falar e construir frases.
Fontes: http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0115421_03_cap_03.pdf
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
O interesse pela linguagem data da antiguidade clássica. Tal interesse se apresenta, na Grécia, no interior da filosofia, que se viu levada a estudar a estrutura do enunciado para poder tratar do juízo. Isto levou Platão a estabelecer a primeira classificação das palavras de que se tem conhecimento. Para ele as palavras podem ser nomes e verbos. Depois dele Aristóteles considerou uma outra classificação das palavras: nomes, verbos e partículas. Se aqui temos a primeira divisão da cadeia de sinais linguísticos pelo reconhecimento de uma diferença de categoria entre palavras, estamos diante de uma posição que toma como interesse a relação da linguagem com o conhecimento. A divisão entre nomes e verbos procura descrever a estrutura do juízo, que deve falar de como é o mundo.
Ao lado dos estudos filosóficos, também na Grécia, desenvolveram-se os estudos retóricos e gramaticais. A Gramática pode ser considerada como elemento de uma das primeiras revoluções tecnológicas da história do Homem.
A gramática constitui-se na história como uma instrumentação das línguas que, enquanto arte (no sentido latino) ou técnica (no sentido grego), considera a gramática “um manual com regras de bom uso da língua”, isto é, trata-se de um compêndio com normas para falar e escrever corretamente .
Conceito
O termo "Gramática" é usado em acepções distintas, referindo-se quer ao manual onde as regras de regulação e uso da língua estão explicitadas, quer ao saber que os falantes têm interiorizado acerca da sua língua materna.
Costuma-se classificar a Gramática em partes "autónomas, porém harmónicas entre si", afim de facilitar o seu estudo.
Uma classificação mais antiga (não significa incorreta...) estipula as -seguintes partes:
• Fonética;
• Morfologia;
• Sintaxe; e
• Tópicos especiais (elementos de etimologia, versificação, história etc.).
Uma classificação mais atual, comporta:
• Comunicação e expressão;
• Fonética;
• Morfologia;
• Sintaxe;
• Etimologia;
• Semântica;
• Literatura;
• Lógica.
Os 3 principais tipos de gramática são:
Gramática normativa/tradicional
Chama-se gramática normativa a gramática que busca ditar, ou prescrever, as regras gramaticais de uma língua, posicionando as suas prescrições como a única "forma correta" de realização da língua, categorizando as outras formas possíveis como "erradas". A gramática hoje denominada tradicional propõe-se a sistematizar as regras de uma língua e, por meio delas, ensinar essa língua aos falantes que já a dominam.Uma das falhas apontadas para a gramática tradicional é a sistematização dos fatos lingüísticos dissociados do uso concreto da língua. Ao ignorá-lo, outros aspectos também passam a ser desconsiderados:
1) As diferenças entre as modalidades oral e escrita;
2) A influência do contexto em condicionar o uso das variedades dialetais;
3) A interferência do ‘tempo’ no processo evolutivo da língua.
Gramática descritiva
Uma gramática descritiva é, em primeiro lugar, a DESCRIÇÃO de uma LÍNGUA da forma como ela é encontrada em amostras da fala e da escrita (em CORPUS do material e/ou extraídas dos FALANTES NATIVOS). Na tradição mais antiga, a abordagem“descritiva” se opunha à abordagem PRESCRITIVA de alguns gramáticos, que tentavam estabelecer REGRAS para o uso social ou ESTILISTICAMENTE correto da língua (Crystal, 2000:129).
Gramática internalizada
“O conjunto das regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança mão ao falar” (Travaglia,2001:28). Segundo suas próprias palavras, a gramática pode ser definida como um “conhecimento implícito sobre o que constitui a língua materna e como ela funciona” (apud Johnson & Johnson, 1998).Perini, por exemplo, além de considerar a gramática um conhecimento internalizado da língua, utiliza o termo para designar uma área de conhecimento,bem como para se referir ao conjunto de regras. É o tipo de conhecimento que o falente tem em si desde quando aprende a falar , podendo ser definido como um conhecimento implícito , que se aprende de acordo com o meio em que se vive.
A aquisição da linguagem pela criança é inconsciente, ela faz uma verificação de hipóteses, do que ouve e as falhas são apagadas e as hipóteses corretas são arquivadas em sua mente.A partir da gramática internalizada na criança ela esta apta para falar e construir frases.
Fontes: http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0115421_03_cap_03.pdf
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
Sou professor de Língua Portuguesa e gostei da concisão das explicações expostas. Parabéns.
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